Cardiologia20 FEV DE 202616 min de leitura

Exames do coração: para que servem e como funcionam os principais

Quando o cardiologista pede um exame, muita gente fica apreensiva. "Será que tenho alguma coisa grave?" Na maioria das vezes, a resposta é não. Exames do coração são pedidos por vários motivos, e um dos mais comuns é justamente verificar que está tudo bem.

Na consulta, o médico já consegue ter uma boa ideia da sua situação: conversa com você, mede sua pressão, escuta seu coração com o estetoscópio. Mas existem coisas que ele não consegue avaliar só com isso. É aí que entram os exames. Eles permitem que o médico olhe para dentro do coração e dos vasos, entenda como estão funcionando e identifique problemas que ainda não deram sintomas.

De modo geral, esses exames ajudam a responder três tipos de pergunta. Primeira: como está a estrutura do coração? O músculo está no tamanho certo, as válvulas (que são como portinhas que controlam o fluxo de sangue) estão abrindo e fechando direito? Segunda: a parte elétrica está funcionando bem? O coração está batendo no ritmo certo? Terceira: o sangue está chegando onde precisa? As artérias do coração estão livres ou têm algum entupimento?

E o mais importante: muitos desses exames conseguem pegar problemas antes que eles fiquem graves. Descobrir cedo faz toda a diferença.

Por que o cardiologista pede exames?

Muita gente acha que exame de coração só é pedido quando algo já está errado. Na verdade, existem várias situações em que o médico pode solicitar exames.

A mais conhecida é o check-up preventivo. Pessoas com fatores de risco (pressão alta, colesterol elevado, diabetes, cigarro, obesidade, doença no coração na família) ou a partir de certa idade costumam se beneficiar de exames periódicos, mesmo sem sentir nada. A ideia é pegar o problema antes que ele apareça.

Outra situação é quando a pessoa está sentindo algo. Dor no peito, falta de ar, palpitação, tontura, desmaio, inchaço nas pernas: tudo isso pode levar o cardiologista a pedir exames para entender o que está acontecendo.

Quem já tem alguma doença diagnosticada, como pressão alta, arritmia ou insuficiência cardíaca, também faz exames regularmente para o médico acompanhar como o tratamento está funcionando.

E tem ainda a avaliação antes de cirurgias. Quando a pessoa vai operar alguma outra coisa (joelho, vesícula, hérnia), muitas vezes o cirurgião pede que um cardiologista avalie se o coração está em condições de aguentar a cirurgia e a anestesia.

Quem é o cardiologista

Foto do Dr. Thiago Felipe dos Santos
Dr. Thiago Felipe dos Santos (CRM-PR 26846 • RQE 18484 e 19548)
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Meu nome é Thiago Felipe dos Santos, sou médico cardiologista.

Me formei em medicina pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) é 2009 e depois me especializei em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Também tenho especialização em ecocardiografia e imagem cardiovascular pelo Departamento de Imagem Cardiovascular da SBC, que é a área voltada para os exames de imagem do coração.

Há 10 anos atendo em Cornélio Procópio, no norte do Paraná, onde sou diretor técnico da Clínica Cordis, uma clínica especializada em cardiologia e psiquiatria. No meu dia a dia, cuido de pessoas com pressão alta, colesterol elevado, arritmias, insuficiência cardíaca, doenças nas artérias do coração e de pacientes que precisam de acompanhamento após infarto ou cirurgias cardíacas. Também faço muita avaliação preventiva, ajudando meus pacientes a cuidarem do coração antes que qualquer problema apareça.

Escrevo esses textos porque acredito que informação de qualidade ajuda as pessoas a se cuidarem melhor. Se algo do que você leu aqui fez sentido para a sua situação, procure um cardiologista de confiança para uma avaliação.

Sinais que costumam levar à investigação

Embora o ideal seja fazer exames antes de qualquer sintoma, existem sinais do corpo que não devem ser ignorados e que frequentemente levam o médico a pedir exames.

Dor ou desconforto no peito é o mais conhecido. Pode ser um aperto, um peso, uma queimação, uma pontada. Nem sempre é do coração, mas sempre merece investigação.

Falta de ar que parece desproporcional ao esforço feito (ou que aparece até em repouso) é outro sinal importante. Assim como palpitações, aquela sensação de que o coração está acelerado, batendo forte, falhando ou "saindo do ritmo".

Tontura ou desmaio, inchaço nas pernas que piora ao longo do dia, e um cansaço exagerado que não tem explicação também são motivos para o médico querer investigar mais.

Os principais exames e como funcionam

Vamos falar agora de cada exame, explicando de um jeito simples o que é, como funciona e para que serve. A boa notícia é que a grande maioria deles é rápida, simples e não dói nada.

Eletrocardiograma (ECG)

Esse é o exame mais básico e um dos mais pedidos. Ele registra a atividade elétrica do coração.

Na prática, funciona assim: você deita na maca, o técnico ou o médico cola uns adesivos (chamados eletrodos) no seu peito, nos braços e nas pernas. Esses adesivos captam os sinais elétricos do coração e o aparelho registra tudo num papel ou na tela do computador. O exame inteiro dura menos de 5 minutos e é completamente indolor.

O eletrocardiograma ajuda a identificar arritmias (quando o coração bate fora do ritmo), sinais de infarto (tanto antigo quanto em andamento) e outras alterações na condução elétrica do coração.

É um exame simples, mas que dá muita informação. Quase toda avaliação cardiológica começa por ele.

Ecocardiograma (ultrassom do coração)

Se o eletrocardiograma olha a parte elétrica, o ecocardiograma olha a parte estrutural. Ele é um ultrassom, o mesmo tipo de exame que se faz em grávidas, só que direcionado ao coração.

Você deita na maca, geralmente de lado, e o médico passa um aparelhinho com gel sobre o seu peito. Na tela, aparece o coração batendo em tempo real. Não dói, não usa radiação e costuma durar uns 20 a 30 minutos.

Com esse exame, o médico consegue ver o tamanho do coração, se o músculo está contraindo com força ou se está fraco, se as válvulas estão funcionando direito (se abrem e fecham como deveriam) e como o sangue está fluindo lá dentro. Se o médico ouviu um sopro no estetoscópio, por exemplo, o ecocardiograma é o exame que vai mostrar se esse sopro é algo que precisa de atenção ou se é só um barulho sem importância.

Teste ergométrico (teste de esforço na esteira)

Esse é o exame em que você faz exercício enquanto o coração é monitorado. Na maioria das vezes, é feito numa esteira, mas também pode ser numa bicicleta ergométrica.

Funciona assim: o médico coloca eletrodos no seu peito (como no eletrocardiograma) e um aparelho de pressão no braço. Aí você começa a caminhar na esteira, que vai ficando mais rápida e mais inclinada aos poucos. Enquanto isso, o médico acompanha o eletrocardiograma, a pressão e como você está se sentindo.

A ideia é ver como o coração se comporta quando precisa trabalhar mais. Se alguma artéria do coração estiver com entupimento parcial, durante o esforço o coração pode dar sinais de que não está recebendo sangue suficiente, seja no eletrocardiograma, seja pelos sintomas que a pessoa sente.

Além disso, o teste de esforço também avalia sua capacidade física e se aparecem arritmias durante o exercício.

É um exame seguro quando feito em ambiente médico com supervisão. O cansaço que você sente é esperado, faz parte do exame.

Para o teste de esforço, você vai precisar ir com roupa e tênis confortáveis, como se fosse para uma caminhada. Em alguns casos, o médico pode pedir para suspender determinados remédios antes do exame (nunca pare por conta própria, siga a orientação que a clínica ou o médico der). Evite fumar, tomar café ou bebida alcoólica nas horas que antecedem o teste.

MAPA (aparelho de pressão de 24 horas)

Esse exame mede sua pressão arterial ao longo de um dia inteiro, incluindo a noite enquanto você dorme.

Você vai até a clínica e o técnico coloca uma braçadeira no seu braço (igual a de medir pressão) conectada a um aparelhinho pequeno que fica preso na cintura. Aí você vai embora para casa e vive seu dia normalmente. De tempos em tempos, a braçadeira infla sozinha e registra sua pressão. Isso acontece de dia e de noite. No dia seguinte, você volta à clínica e devolve o aparelho.

Esse exame é muito útil para diagnosticar pressão alta de verdade, porque mostra como sua pressão se comporta no dia a dia, fora do consultório. Tem gente cuja pressão só sobe quando vai ao médico (os médicos chamam isso de "efeito do jaleco branco"), e tem gente que no consultório está bem, mas em casa a pressão vive alta. O MAPA pega essas diferenças.

A única chatice é que a braçadeira inflando durante a noite pode atrapalhar um pouco o sono, mas é só por uma noite.

Holter (eletrocardiograma de 24 horas)

Se o MAPA é a "pressão de 24 horas", o Holter é o "eletrocardiograma de 24 horas". Ele registra o ritmo do coração durante um dia inteiro (às vezes até mais).

O técnico cola eletrodos no seu peito e conecta a um gravadorzinho que fica preso na cintura. Você leva para casa, dorme com ele, faz suas atividades normais (menos tomar banho, porque não pode molhar) e devolve no dia seguinte.

Esse exame é especialmente útil quando a pessoa tem palpitações, tonturas ou desmaios que aparecem e somem, e que não deu para pegar no eletrocardiograma simples da consulta. Como o Holter grava tudo durante 24 horas, ele tem muito mais chance de flagrar uma arritmia que só aparece de vez em quando.

Doppler de carótidas (ultrassom do pescoço)

As carótidas são as artérias grandes que ficam no pescoço e levam sangue para o cérebro. O Doppler de carótidas é um ultrassom que avalia como essas artérias estão.

O exame é simples: você deita na maca, o médico passa gel no seu pescoço e desliza o aparelho de ultrassom. Dura de 15 a 30 minutos, não dói, não precisa de contraste nem de radiação.

Com esse exame, o médico consegue ver se há placas de gordura acumuladas na parede dessas artérias e, se houver, quanto de entupimento elas estão causando. Isso é importante porque placas nas carótidas aumentam o risco de derrame (AVC). E mais: se as carótidas estão com placas, é provável que outras artérias do corpo, incluindo as do coração, também estejam.

Esse exame não é só para quem já teve derrame. Ele também é útil para avaliar o risco cardiovascular de forma geral em pessoas com pressão alta, diabetes, colesterol elevado, fumantes ou com histórico familiar de doenças do coração e do cérebro.

Em casos graves, quando o entupimento é muito grande, pode ser necessário algum tipo de procedimento para desobstruir, mas isso é avaliado caso a caso.

Exames de sangue

Os exames de sangue não olham para o coração diretamente, mas dão informações sobre fatores que afetam muito a saúde dele.

O colesterol é um dos mais importantes. O médico vai querer saber o colesterol total, o LDL (que é o "colesterol ruim", aquele que entope as artérias), o HDL (o "bom", que ajuda a limpar) e os triglicerídeos. Tudo isso mostra o risco de desenvolver placas de gordura nos vasos.

A glicemia (açúcar no sangue) e a hemoglobina glicada (que mostra como o açúcar se comportou nos últimos meses, não só naquele dia) são fundamentais para diagnosticar e acompanhar o diabetes, que é um dos maiores fatores de risco para o coração.

Exames de função dos rins (ureia e creatinina) também costumam ser pedidos, porque o rim tem uma ligação direta com a pressão arterial e com a saúde cardiovascular como um todo.

Esses sim precisam de jejum na maioria dos casos. O médico ou o laboratório vão orientar.

Exames mais avançados

Em algumas situações, os exames básicos levantam uma suspeita que precisa ser investigada mais a fundo. Aí o cardiologista pode lançar mão de exames mais sofisticados.

A cintilografia miocárdica, por exemplo, é uma espécie de teste de esforço mais detalhado: além do exercício, é injetada pela veia uma substância que permite visualizar quais partes do coração estão recebendo sangue normalmente e quais não estão.

A angiotomografia de coronárias é uma tomografia que mostra as artérias do coração com bastante detalhe, permitindo ver se há placas de gordura ou cálcio.

E o cateterismo cardíaco (também chamado de coronariografia) é o exame mais preciso para ver as artérias do coração por dentro. É um exame feito no hospital, com anestesia local: o médico introduz um cateter (um tubo bem fininho) por uma artéria do braço ou da perna e navega até as artérias do coração, injetando contraste para ver exatamente onde e quanto de entupimento existe. É também por meio do cateterismo que, se necessário, o médico pode fazer a angioplastia e colocar um stent na mesma hora.

Esses exames mais avançados não são pedidos para todo mundo. Eles entram quando os exames iniciais indicam que pode haver algo que precisa de investigação mais detalhada.

Dicas de preparo para os exames

Cada exame tem suas orientações, mas de forma geral:

Para o eletrocardiograma e o ecocardiograma, não costuma ser necessário nenhum preparo especial. Basta ir com roupas confortáveis.

Para o teste de esforço na esteira, vá com roupa e tênis de caminhada. Dependendo dos seus remédios, o médico pode pedir para suspender algum deles antes do exame (siga sempre a orientação dele, nunca pare remédio por conta própria).

Para o MAPA e o Holter, use uma roupa que facilite colocar os fios e a braçadeira. Durante as 24 horas, viva normalmente, mas evite molhar o aparelho.

Para o Doppler de carótidas, em geral não precisa de jejum nem de preparo.

Para os exames de sangue, o jejum costuma ser necessário (normalmente de 8 a 12 horas). O laboratório vai orientar.

Na dúvida, sempre pergunte à clínica ou ao seu médico antes do exame. Cada lugar pode ter orientações específicas.

O que acontece depois dos exames?

Essa é a parte que mais gera ansiedade, mas vale ter calma.

Um resultado alterado não significa necessariamente que você tem uma doença grave. E um resultado normal não quer dizer que nunca vai precisar de cuidado nenhum. Exames são peças de um quebra-cabeça. Quem monta esse quebra-cabeça é o cardiologista, levando em conta tudo junto: seus sintomas, sua idade, seu histórico, seus hábitos de vida, seu exame físico e os resultados dos exames.

Depois de analisar tudo, o médico pode chegar a conclusões diferentes. Pode ser que esteja tudo bem e o próximo passo seja só manter os hábitos saudáveis e voltar no próximo check-up. Pode ser que algum fator de risco esteja fora do ideal e precise de ajuste na alimentação ou no exercício. Pode ser que o médico precise iniciar algum remédio. Ou pode ser que algum achado exija investigação mais aprofundada.

O importante é não tentar interpretar o exame sozinho. Se você recebeu o resultado e ficou preocupado com algo, leve ao seu médico. Ele vai explicar o que cada achado significa no seu caso específico.

Mitos comuns sobre exames do coração

"Se o eletrocardiograma deu normal, meu coração está perfeito."

Não necessariamente. O eletrocardiograma mostra a atividade elétrica naquele momento. Ele pode estar normal mesmo que a pessoa tenha artérias com entupimento inicial ou alterações em válvulas. Por isso, dependendo do caso, outros exames complementam a avaliação.

"Doppler de carótidas é só para quem já teve derrame."

Não. Esse exame também é usado para avaliar o risco cardiovascular de pessoas com fatores de risco, mesmo sem nunca ter tido derrame. As placas nas carótidas funcionam como um indicador de que outras artérias do corpo podem estar comprometidas também.

"Quanto mais exames eu fizer, melhor."

Parece lógico, mas não é bem assim. Exames em excesso podem encontrar coisas que parecem anormais mas não têm importância real, gerando preocupação desnecessária, mais exames e mais gastos. O ideal é fazer os exames certos, na hora certa, com a orientação do cardiologista.

"Exame de coração é tudo a mesma coisa, só muda o nome."

Cada exame responde a perguntas diferentes. O eletrocardiograma olha a parte elétrica, o ecocardiograma olha a estrutura, o teste de esforço avalia como o coração se comporta em atividade, o Doppler olha as artérias do pescoço. Um complementa o outro, e o cardiologista sabe qual pedir para cada situação.

"Não preciso fazer exame se estou me sentindo bem."

Depende. Se você tem fatores de risco como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade ou histórico familiar de doença no coração, fazer exames preventivos mesmo sem sintomas pode pegar problemas que estão se formando em silêncio. A maioria das doenças do coração não dá aviso antes de ficar séria. Sentir-se bem não é garantia de que está tudo em ordem por dentro.

Perguntas frequentes

Exames do coração doem?

A maioria absoluta não dói nada. Eletrocardiograma, ecocardiograma, MAPA, Holter e Doppler de carótidas são completamente indolores. No teste de esforço, o que você sente é o cansaço do exercício, que é esperado. Nos exames de sangue, tem a picada da agulha. E no cateterismo, que é o exame mais invasivo, é usada anestesia local.

Preciso estar em jejum para todos os exames?

Não. O jejum é necessário basicamente para os exames de sangue. Para os demais (eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço, Holter, MAPA, Doppler), geralmente não é preciso. Mas confirme sempre com a clínica ao agendar.

Se meu eletrocardiograma deu normal, posso ficar tranquilo?

É um bom sinal, mas o eletrocardiograma sozinho não conta a história toda. Ele mostra o ritmo do coração naquele instante. Não avalia se as artérias têm entupimento, se as válvulas estão boas ou como o coração se comporta no esforço. Por isso, o cardiologista costuma pedir mais de um exame quando quer ter uma visão completa.

O teste de esforço na esteira é perigoso?

É um exame muito seguro quando feito com supervisão médica. O risco de acontecer algo grave durante o teste é muito baixo. Na verdade, a ideia do exame é justamente testar o coração num ambiente controlado, para evitar que um problema apareça numa situação sem acompanhamento.

O que é o sopro que o médico ouviu?

Sopro é um barulhinho extra que o médico escuta com o estetoscópio quando o sangue passa pelas válvulas do coração. Em muitos casos, não significa nada de preocupante. Mas para ter certeza, o médico costuma pedir um ecocardiograma, que vai mostrar se as válvulas estão funcionando bem ou se existe algum problema que precise de acompanhamento.

Agende sua avaliação cardiológica

Se você se identificou com os sintomas, fatores de risco ou dúvidas descritas neste artigo, converse com a equipe da Cordis para uma avaliação individualizada.

Agendar consulta

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta com um cardiologista. Cada pessoa tem uma situação diferente, e o médico é quem vai definir quais exames fazem sentido para o seu caso.

Se você tem fatores de risco, se foi orientado a fazer exames ou se está sentindo algum dos sintomas mencionados aqui, não adie o cuidado. E em caso de dor forte no peito, falta de ar intensa ou desmaio, procure um pronto socorro imediatamente.

Dr. Thiago Felipe dos Santos CRM-PR 26846 Cardiologia - RQE 18484 Ecocardiografia - RQE 19548